Sempre admirei os jogadores de xadrez, aqueles que conseguem
ficar horas pensando estratégias, antecipando cada passo de seu adversário.
Xadrez é o jogo dos reis e nas grandes guerras da humanidade a estratégia historicamente
é disposta no tabuleiro. Meninos com seus exércitos de bonecos.
Porém, o tempo está mudando. A comunicação cada vez mais
ágil deixa o rei nu. Vide o que anda aprontando por aí blogueiros como Yoani
Sánchez, sem falar da Turquia, Portugal e as recentes manifestações no Brasil.
Existe uma outra questão neste boot de informações que
andamos vivenciando. Em meio a tantas bandeiras, que mundo almejamos? Para onde
caminhamos?
Seria sonhador de mais dizer que procuro por um mundo, como
diria Rubem Alves, de relacionamentos de frescobol, onde quando um perder todos
perdem e não de ping pong, em que para um lado ganhar o outro necessariamente
precisa perder?
A humanidade ainda está longe de abandonar o tabuleiro de
xadrez ou de pelo menos curtir o jogo pelo jogo. Mas, com certeza, algo grande
está para acontecer. E não haverá como esconder as intenções e os jogos duplos
de outrora, expostos de uma maneira totalmente nova neste milênio. Se antes
andávamos em terra de cego, agora temos mil olhos, em toda parte, em todo
canto. Não há mais onde se esconder.
