"Absinto" é uma bebida destilada feito da erva Artemisia absinthium. Anis, funcho e por vezes outras ervas compõem a bebida. Ela foi criada e utilizada primeiramente como remédio pelo Dr. Pierre Ordinaire, médico francês que vivia em Couvet na Suíça por volta de 1792.É também conhecido popularmente de fada verde em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Absinto, o blog, é um espaço para delírios pessoais e coletivos. Absinte-se e boa leitura.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sagrado Feminino



(Para Michelle e Adélia)
Elas são tantas, em tantas formas e mesuras,
Em tantas raças e culturas
Elas detêm o poder da terra e do fruto
 
Força que assusta.
O medo escurece o que é belo. Oprime.
A opressão cansa e submete

A submissão, a dor, a tristeza, a descrença, a aceitação do não.
A consumição.
As cinzas.

A mão amiga, o reencontro com Baba Yaga, o reencontro com a fé.
A roda da vida.

Mesmo com cabelos brancos, a menina-flor.
Ela renasce, e tudo floresce.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Vazio





A alma feminina
Atravessou o salão
Como quem sabe o que quer
Sorriu sem olhar fixo
Conversou, brincou,
Sem deixar vestígios de que esteve ali
Verdadeiramente.
Saiu calada,
Sem fazer alarde
A alma
E o seu feminino.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Pra lá dos contos de fadas




Breve conto sobre "feminismo" moderno.
Era uma vez um jovem que passeando com o amigo pelo mundo chegou a uma aldeia bem pequena e nela encontro uma bela jovem por quem logo se apaixonou. No primeiro dia, após a primeira noite de amor entre o jovem e a jovem, a moça não mais arrumou seus longos cabelos como tranças, mas os prendeu em um coque, como era o costume das mulheres casadas por ali. Ele despediu-se do amigo e resolveu ficar.

Viveram felizes, quase sempre, por dois anos. Então, o moço e a moça já não mais se olhavam com a mesma paixão, já não tinham mais os mesmos ideais e resolveram se separar.

O moço, mochila nas costas, partiu em busca de novas descobertas. A moça cortou os cabelos e passou a vida a escrever poemas.

Porque, um dia, foram dois, que não eram um, e que nunca mais seriam os mesmos.

P.S. Poderia ter dito que a moça passou batom e foi à luta. Mas aí já seria conto de fadas.