
Com o tempo, vamos aprendendo com os movimentos cíclicos da vida e ficando mais sábias. Ou pelo menos deveríamos ficar.
Existem também os adoráveis bruxos que, embora nossa cultura teime em negar, têm lá as suas intuições certeiras.
Aos 20, 30, 40, seja a idade que for, sempre questionamos os caminhos percorridos. O que seria de nossas vidas se tivéssemos navegado por águas totalmente diferentes?
Sempre quis me lançar ao mar em uma viagem sem rumo. Existe algo mais libertário do que a imagem de um barco navegando pelos oceanos?
Para fazer esta viagem, eu preciso de meu porto seguro. A aventura e a introspecção. O encontro e a despedida.
Movimentos tão conhecidos de todo ser humano. Ondas compassadas, descompasso e novamente o compasso.
Se existe um mistério que aponta para a felicidade, é a nossa capacidade de renascer, eternamente, renascer.
O vento Sul tem na Voz
Um quê de individual –
Como ao captanearmos no Cais
Um endereço de Emigrante,
Sugere portos e Povos –
E muito de nebuloso
Dá mais encanto – à distância –
E também ao Estranhamento
(Emily Dickinson)



