
Aos mais novos, me desculpem a lembrança tão pré-histórica, mas, na infância, uma das minhas brincadeiras preferidas era imaginar que as portas de vidro e inox da varanda do nosso apartamento na Tijuca, bairro carioca, eram as portas que davam acesso às diferentes salas da Enterprise.
Algo realmente inacreditável naquela época era imaginar ser possível abrir uma simples porta apenas chegando-se perto dela. Poucos anos depois, tive o encontro inusitado com esta avançada tecnologia no aeroporto do Galeão (atual Tom Jobim). Hoje não existe ato mais banal do que se deparar com uma porta dessas em infindáveis projetos arquitetônicos.
Novamente na inspiração do lendário capitão Kirk, restava-me, ainda, sonhar com a possibilidade do teletransporte. Ato que até hoje, pelo que eu saiba, ainda não se concretizou. Mas, ainda na década de 90, uma reportagem da revista Super Interessante falava sobre experiências feitas pela General Electric que havia alcançado o feito de teletransportar uma lâmpada em um aparelho experimental de uma sala para outra. Havia apenas um problema: após o processo, a lâmpada não acendia. Passei a ter frios na espinha ao imaginar que parte de mim não mais poderia funcionar se entrasse em uma máquina dessas.
A mesma reportagem ainda enchia os nossos olhos com a idéia do teletransporte de pizzas. Funcionará assim, no futuro. Você telefona para uma pizzaria, faz o pedido, e ela chega na sua casa, quentinha, crocante, através de um simples aparelho eletrodoméstico, ligado a uma linha telefônica.
Nunca mais soube dessas experiências, mas sei que elas estão por aí. O aparelho de teletransporte – sonho de 10 entre 10 meninos e meninas que assistiram ao Jornada nas Estrelas, deve ser lançado, em breve, pelos espanhóis, ou, quem sabe, pelos dinamarqueses? Basta uma busca no Sr. Google para ter notícias do projeto em diferentes pontos do planeta. Assistimos a uma verdadeira corrida maluca como aquela dos primeiros aviões, invenções que não acreditamos, que não conseguimos ter o alcance do que virão a produzir.
Estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), liderados por Pattie Maes, do Laboratório de Interfaces da célebre instituição de ensino norte-americana, criaram um sistema que transforma qualquer coisa em uma tela interativa – de paredes até suas mãos.
Pattie Maes lembra que no mundo real usamos os cinco sentidos para obter informações sobre nosso meio ambiente e responder a ele. “Mas a maioria das coisas que aprendemos hoje procede de computadores e da internet. Por essa razão, a novidade tecnológica foi batizada de Sexto Sentido Digital.










