
Omar é imigrante ilegal. Homem de muitas posses em seu país, veio para os Estados Unidos fugindo da guerra civil no Afeganistão. Em Cabul, todos os comerciantes vendiam a ele apenas na confiança, certos de que o pagamento viria no final de cada semana.
Minha avó dizia, que seu avô contava, que no tempo deles também era assim. O homem honrado e seu fio de bigode valiam mais do que qualquer papel registrado em cartório.
Hoje, os códigos de conduta não se baseiam mais na palavra empenhada. Tanto que em uma pesquisa realizada pela ONU em 2009, muitos dos brasileiros entrevistados citaram os valores morais como um dos principais itens que precisariam mudar no país para melhorar a vida do cidadão.
Em São Paulo, os valores ficaram em primeiro lugar entre todas as respostas. Por isso, a ONU decidiu fazer uma pesquisa específica para identificar que valores são esses.
A pesquisa vai até o final de maio de 2010. Os resultados vão criar um novo parâmetro para as Nações Unidas: o IVH, Índice de Valor Humano.
Então, vamos tirar as teias de aranha daquele “Livro das Virtudes”, que em algumas famílias costumam passar de geração a geração, e que ainda pode ser encontrado nas melhores lojas do ramo, e começar a pensar quais valores você acha que não podem faltar em sua vida.
Na minha lista, o primeiro deles é o respeito. Sempre achei que respeitar o próximo, a vontade do próximo, o momento de silêncio e de euforia do outro (Sem que isto signifique sua negação pessoal, é claro), é o principal alicerce para qualquer tipo de relação.
E não podem faltar a verdade, a honestidade, a solidariedade, o companheirismo, a compaixão. São palavrinhas capazes de revelar o caráter de quem você convive e que vão formar o seu Índice de Valor Humano.
Bom, não sei bem como a ONU vai mensurar isso, e também não sei bem que utilidade prática isso terá. Mas achei interessante essa presença de espírito dos tais pesquisadores. Demonstra, no mínimo, sensibilidade.
Um brinde aos valores. Que sejam renovados, relembrados, e, sobre tudo, praticados.





