Os sites na internet estão repletos de dicas de onde devemos ir quando conhecemos uma nova cidade.
O roteiro para as melhores compras, os mais saborosos restaurantes, tudo devidamente rastreado para cada tipo de gosto.
Isto garante uma boa estadia em qualquer lugar, não há dúvidas. Mas onde fica o espaço para o improviso?
Sabe aquele gosto de burlar a fila da excursão, fugir do grupo e descobrir sozinho aquele restaurante tailandês? Fazer uma caminhada e, de repente, deparar com aquela cachoeira que não consta no mapa da reserva?
A melhor parte da viagem é o desbravamento, é sentir-se como os antigos navegadores ou como um bandeirante saído dos livros de história.
A tequila sorvida de um bar mexicano enfronhado numa rua sem saída de um bairro inglês, o anúncio de Vende-se Cuscuz, pregado em uma casa solitária do subúrbio de Curitiba.
Cada cidade, por menor que seja, tem seu encantamento e, se estamos abertos a ela, ela te mostrará um labirinto de possibilidades.
Recantos ardilosos, singelos, sujos, sombrios, sofisticados, acolhedores, lugares onde podemos nos sentir em um centro cosmopolita ou perdidos no meio da poeira de uma cidadezinha esquecida pelo censo do IBGE e pelas antenas de telefonia.
Não importa qual, esses lugares podem transformar nosso DNA humano.
Ando cansada de viagens programadas. Jogo minha moeda na fonte mais próxima na esperança de que caminhos inusitados me sobressaltem.







