| Vasken Brudian ", da Arte e Arquitetura: Um Discurso Contemporâneo" |
Descubro tintas, lãs, retomo às escritas não mais tão secretas. Como na primeira infância, absorvo tudo o que ouço e vejo, só que com ares de sabedoria. (Como somos tolos em acreditar que realmente sabemos alguma coisa neste imenso oceano de sentimentos).
Por puro instinto, sigo o que determina a biologia humana, aproveitando ao máximo as forças anímicas que ainda permitem meus traços de juventude. Cronos é impiedoso.
Por puro instinto, sigo o que determina a biologia humana, aproveitando ao máximo as forças anímicas que ainda permitem meus traços de juventude. Cronos é impiedoso.
E um novo deus vem tomando meus devaneios, o deus das possibilidades, das tentativas sem culpas, sem expectativas.
Já passou o tempo de provar ao mundo minha capacidade. O que fica, agora, é o gozo, a celebração da vida em toda sua plenitude.
Já passou o tempo de provar ao mundo minha capacidade. O que fica, agora, é o gozo, a celebração da vida em toda sua plenitude.
Neste ritmo, vou me permitindo a ousadia de pisar em territórios antes inexplorados. O processo criativo tem muito de transpiração e pouco, muito pouco de inspiração. Mas é preciso estar atento para que algo se transforme em arte.
As tintas, as letras, tecidos e agulhas. Tudo neste momento me permeia e tudo me interessa.
Retiro do baú mil projetos abandonados e tento entrelaçá-los em uma ardilosa teia que conspira a favor do humano.





