| Antônio Poteiro - Bumba-Meu-boi |
- Meu boi, meu boi, vamos dançar?
- Dançar na chuva?
- Aí é que é bom.
- Tem muita gente.
- Eu gosto de gente. Gente colorida, alegre.
- Gente sem dente, gente mal vestida.
- Meu boi, meu boi, essa gente, é o nosso povo! Sou eu, sou você.
- Eu não! Eu sou Rei!
- Você, meu querido, é rei deste povo!
- Gosto não. Crianças remelentas ficam ralando a mão em mim
- Mas te enfeitam com flores, brocados de ouro, manto dourado a te cobrir
com capricho.
com capricho.
- E esses jacarés, o que fazem na minha festa?
- São seus guardiões, meu Rei!
- Tem violeiro?
- Um montão.
- Então eu vou. Só porque gosto de música.
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Este quadro me deu imenso prazer em descrevê-lo. Salve mestre Poteiro! A mistura de costumes da tradição oral vindas das terras lusitanas, unidas à realidade brasileira de negros e índios, nos deixa como herança este colorido. Um retrato da nossa cultura formada de tantos povos, traduzida nas ruas de tantas cidades. Minha ideia é meu pincel. Quer participar? Vá ao blog da Glorinha de Lion e entre nesta brincadeira!
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Este quadro me deu imenso prazer em descrevê-lo. Salve mestre Poteiro! A mistura de costumes da tradição oral vindas das terras lusitanas, unidas à realidade brasileira de negros e índios, nos deixa como herança este colorido. Um retrato da nossa cultura formada de tantos povos, traduzida nas ruas de tantas cidades. Minha ideia é meu pincel. Quer participar? Vá ao blog da Glorinha de Lion e entre nesta brincadeira!





