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| Feliz 2011 |
E com suas mãos pequenas enroscada nas minhas,
me conduz até seu esconderijo secreto e me mostra sua mais nova invenção.
Ela, a máquina, era composta de um relógio do Bem 10, fixado em uma bancada de madeira com uma ampulheta de brinquedo cuidadosamente equilibrada no relógio.
Funciona assim: Ele aperta o relógio, vira e equilibra a ampulheta. A areia desce para a outra extremidade ao som do pequeno relógio alienígena.
Que legal! Digo, realmente encantada com a sua criatividade. O que essa máquina faz? Há, faz mil coisas!!!
E eu fico a imaginar com seria bom uma máquina de fazer mil coisas.
E, como é ano novo, me pego pensando na lista de mil desafios que me proponho todos os anos e das quais me despeço antes que o ano acabe.
Não porque eu seja indisciplinada, mas simplesmente porque me dá preguiça fazer planos tão longos.
Escrevo apenas três desafios a serem cumpridos até junho: Emagrecer, é óbvio que este seria o primeiro item desta lista feminina; aprender a meditar e aprender a andar de bicicleta.
Ganhei uma bicicleta neste Natal. Papai Noel não está atrasadinho, ganhei a primeira aos oito anos de idade em um concurso na minha escola, mas minha mãe a vendeu com medo de eu me machucar. Nunca aprendi.
O dinheiro da bicicleta foi usado para comprar malas para minha primeira viagem fora do Brasil.
Meu filho deu a idéia: Pai, vamos comprar uma bicicleta de Natal para a mamãe?
E agora não tem jeito, vou ter que aprender ou ouvir gozação o resto da vida.
Então, eis-me aqui neste início de ano fazendo promessa.
Não vou planejar mais do que dependa apenas de mim.
A vida anda me ensinando que planos que envolvem terceiros podem se tornar totalmente imprevisíveis.
Vou seguindo o curso do rio, sem muitas expectativas. Apenas com alguns sonhos bem guardadinhos e semeados. Estes eu não conto, ainda.
E volto a pensar na máquina de fazer mil coisas.
Aquela que não está à venda pelo Shop Time, mas que construímos dentro do peito e ressurge a cada janeiro.






















