Contar uma história triste e colocar na tela emociona.
Quem lida com mídia ou é atento a ela sabe que toda boa história se faz baseada nos sentimentos universais: amor – raiva – tristeza-medo-alegria.
Qualquer texto ou imagem terá sucesso em despertar esses sentimentos se bem conduzidos, bem forjados, no pior sentido da palavra.
Passei anos de minha vida sem me emocionar com o cinema depois que fiz essa cadeira na faculdade de jornalismo. Entrava na tela grande (muito antes dos tempos dos VHS-DVDs e Blu-Ray) e só conseguia enxergar os movimentos de câmera. Eu não queria me emocionar, eu não queria me deixar emocionar, eu não queria ser manipulada.
Vik Muniz me emociona. Como artista plástico. Porque não é qualquer pessoa que senta no chão e fazer obra de arte com resto de cabelo e poeira. Ou usando material mais nobre como os diamantes que dão forma a rosto de atrizes famosas.
Com sua arte, ele nos proporciona um novo olhar e um novo uso a materiais inusitados. Poderia você lamber um quadro de Vik feito com calda de chocolate?
O olhar de Vik nos convida a outras angulações que não figuram nos manuais de roteiros para cinema e TV.
E utilizando da técnica mais comum nos dias de Grande Irmão – o olho que tudo vê de George Orwell-, convida-nos a interagir com uma proposta ainda mais inovadora – a arte no lixão Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.
E é ai que Vik me emociona mais uma vez. Emociona porque sou humana, porque o filme mexe com amor-tristeza-raiva-medo-alegria. E porque em determinado momento ele coloca em xeque a própria ação de ajuda oferecida a essas pessoas: E depois da fama, o que restará?
Eu não poderia esperar de um filme de Vik menor plasticidade. E mesmo no pior submundo imaginado, há poesia. Há beleza. Há vida.
O sentimento toma conta e os atos (ou atores) falam por si. Suas vidas tão distantes da maioria do planeta nos remete a um mundo-lixo, com todas as analogias que estas palavras possam trazer aos meus parcos leitores.
Se Lixo Extraordinário ganhará um Oscar, pouco importa ( ou muito importa, quem sabe). Mas vale ser visto de coração aberto. Saboreando cada lágrima e cada sorriso.
E que as palavras de seu Valter ecoem em nossos ouvidos ao pensarmos nos rumos que estamos dando a Terra: "99 não é 100". E eu e você podemos fazer a diferença. Como fizeram e fazem Tião Santos, João Jardim, Lucy Walker, Karen Harley e Vik Muniz.
Parabéns a eles, pele conjunto da obra.
Qualquer texto ou imagem terá sucesso em despertar esses sentimentos se bem conduzidos, bem forjados, no pior sentido da palavra.
Passei anos de minha vida sem me emocionar com o cinema depois que fiz essa cadeira na faculdade de jornalismo. Entrava na tela grande (muito antes dos tempos dos VHS-DVDs e Blu-Ray) e só conseguia enxergar os movimentos de câmera. Eu não queria me emocionar, eu não queria me deixar emocionar, eu não queria ser manipulada.
Vik Muniz me emociona. Como artista plástico. Porque não é qualquer pessoa que senta no chão e fazer obra de arte com resto de cabelo e poeira. Ou usando material mais nobre como os diamantes que dão forma a rosto de atrizes famosas.
Com sua arte, ele nos proporciona um novo olhar e um novo uso a materiais inusitados. Poderia você lamber um quadro de Vik feito com calda de chocolate?
O olhar de Vik nos convida a outras angulações que não figuram nos manuais de roteiros para cinema e TV.
E utilizando da técnica mais comum nos dias de Grande Irmão – o olho que tudo vê de George Orwell-, convida-nos a interagir com uma proposta ainda mais inovadora – a arte no lixão Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.
E é ai que Vik me emociona mais uma vez. Emociona porque sou humana, porque o filme mexe com amor-tristeza-raiva-medo-alegria. E porque em determinado momento ele coloca em xeque a própria ação de ajuda oferecida a essas pessoas: E depois da fama, o que restará?
Eu não poderia esperar de um filme de Vik menor plasticidade. E mesmo no pior submundo imaginado, há poesia. Há beleza. Há vida.
O sentimento toma conta e os atos (ou atores) falam por si. Suas vidas tão distantes da maioria do planeta nos remete a um mundo-lixo, com todas as analogias que estas palavras possam trazer aos meus parcos leitores.
Se Lixo Extraordinário ganhará um Oscar, pouco importa ( ou muito importa, quem sabe). Mas vale ser visto de coração aberto. Saboreando cada lágrima e cada sorriso.
E que as palavras de seu Valter ecoem em nossos ouvidos ao pensarmos nos rumos que estamos dando a Terra: "99 não é 100". E eu e você podemos fazer a diferença. Como fizeram e fazem Tião Santos, João Jardim, Lucy Walker, Karen Harley e Vik Muniz.
Parabéns a eles, pele conjunto da obra.






