Ainda não me acostumei com a fluidez permitida pela tecnologia de nosso tempo.
E, por falar nela, quem sabe, um dia, textos como este que aqui escrevo, sejam analisados por historiadores do futuro com a curiosidade de quem convive muito bem com as possibilidades da internet.
Mas o fato é que hoje trago em mim um misto de tristeza e de estranhamento. De tal maneira que tomei conhecimento a pouco pelo meu amigo virtual Alexandre Mauj que postou em seu facebook a notícia do falecimento de nossa querida Glorinha de Lion.
A escritora, guerreira, mulher, minha amiga de um mundo estranhamente novo para mim e, acredito, para tantos. Como posso me sentir tão íntima de uma pessoa que convivi apenas por comentários em nossos blogs?
Mas o fato é que por muitas vezes Glorinha fez a diferença na minha vida como sei que, por algumas vezes, fiz diferença na dela.
Guardava em mim a esperança de um dia nos conhecermos pessoalmente. Não posso, se quer, enviar meu sentimentos aos seus, pois não conheci seu círculo familiar.
Mas não poderia deixar de escrever aqui a minha mensagem de saudades e lamento pela minha querida amiga que tanto me ajudou em palavras. Sentimentos iguais de almas que nunca se encontraram no mundo real, mas qual seria mesmo o mundo real?
Eu acredito em forças espirituais e por isso, emano todo o meu afeto a este ser especial que passou por minha vida. Sua lembrança em mim nunca morrerá.



