Quando estou muito triste ou aborrecida, corro ao meu armário e procuro uma roupa vermelha. É a minha maneira de dar a volta por cima, mesmo que apenas na aparência. Não, não quero com isso esconder as minhas lástimas, mas reagir a elas.
Devo dizer que tenho muitas peças vermelhas em meu guarda-roupa.
Também tenho peças azuis, verdes, brancas. As mais neutras guardo para os dias de paz. E como é bom estar de bem comigo mesma a ponto de colocar aquele vestido de algodão, já meio puído, mas que me é tão confortável que chega a me elevar a alma. Dentro dele, posso não atiçar olhares, mas me sinto plenamente serena e segura.
Os vestidos vermelhos, eles são de guerra, reservados aos momentos em que é preciso impor presença, marcar, registrar, fazer-se ser notada, em qualquer circunstância.
Fico pensando nessa atitude inteiramente humana de reação aos estados emocionais de acordo com as cores e suas infinitas possibilidades de matizes.
Azuis para os dias calmos, verdes para os dias alegres, vermelhos para os dias de luta, lilás para os dias frágeis.
Nos dias de êxtase, apenas a cor da pele.
Que significativo esse teu post Malu! Tb ando mal e tentando sair do baixo astral...só não uso vermelho...mergulho em arte...é o que faz minha vida voltar a ter graça! Final magnífico! beijos,
ResponderExcluirBom, na verdade, Glorinha, ando mais para dias de algodão. rss
ResponderExcluirBjs,
Eu estou exatamente com aquele vestido azul puído... Meu marido passou por mim hoje e disse: adoro esse vestido!
ResponderExcluirMuito bom saber disso!
Sabe que teve uma época que minha camiseta vermelha quase virou uniforme? Fiz incoscientemente mas, de fato, foram os dias mais difíceis que ela entrou no esquema lava enxuga e veste...rsrsr
ResponderExcluirQuanto mais tranquila, mais discreta eu fico, dentro da roupa mais amaciada pelo tempo.
Beijos com saudades dos seus textos....
Prefiro a cor da pele se for mais alguma coisa, uma minúscula calcinha vermelha.
ResponderExcluirGosto assim.
Malu
ResponderExcluirEu apenas me visto de preto, de Verão visto branco. Quando ando em baixo e infelizmente são mais as vezes do que eu gostaria, mas vou ver o mar,falar aconselhar-me com ele, é o maior calmante que descobri até hoje.
Beijinho
Minha Alma veste-se assim...
ResponderExcluirNos dias de êxtase
aparta-se de mim
deixando-me igualmente
da cor de toda a gente
Alma gémea
Muito original esta forma de sentir as cores.
ResponderExcluirPor brincadeira, apetece-me perguntar: e os vestidos cor-de-laranja são para quando?....
(Vim aqui atraída pelo nome do seu blog... Absinto. É forte!)
Tenho esta mesma maneira da roupa vermelha! Funciona!
ResponderExcluirAgora tenho uma camiseta de Ogum, vermelha!
Poder puro!
Resolve qualquer problema!
Juro!
Beijos de Luz Malu!
Voltei para louvar o final!
ResponderExcluirNos dias de êxtease apenas a cor da pele!
Que poesiaaaaaaa!!!!!!!!!!
Para mim nada é tão confortavel para o corpo e a alma como uma camiseta larga de algodão macio e uma calça jeans surrada....Isso fora os momentos em que me visto apenas com a cor da pele. Como é bom....E tem sido tantos.....
ResponderExcluirbjos
Oi Carol, na verdade eu fiz um post dos meus sentimentos em relação Às cores. E, realmente, acho que se vc for procurar um estudo de cromoterapia, muita coisa bate. Acho que a maioria dos seres viventes acham vermelho uma cor quente, vibrante. Não há muito como fugir disso. Quem pode passar desapercebido por um vermelho??? kkk
ResponderExcluirJá o laranja ele é um vermelho menos intenso. Igualmente quente, também notado e que levanta o astral. É uma cor muito, muito alegre.
Bjs e obrigada pela visita,
Carolina, imagino que vc deve estar radiando alegria rss.
ResponderExcluirBeijo grande, amiga,
Oi Isis, sabe que pensei muito em vc quando escrevi este texto? Exatamente vc sabe porque né? rss. Espero logo ter notícias suas com algodões puídos amiga.
ResponderExcluirBjs,
Guará, o vermelho atiça mesmo, ein !
ResponderExcluirBjs,
Flor, por vezes as cores não vêem nas vestes, mas nas flores que colocamos em casa, na decoração, no que busca o nosso olhar.
ResponderExcluirComo sou brasileira,acostumada com altos verões, semrpe fiquei intrigada como povos que vivem na neve por longos períodos mantém a sanidade. Certa vez minha amiga me revelou que o calor vem do vermelho dentro das casas, uma coberta, o fogo na lareira, frutas, um quadro pendurado.
Interessante, não?
Bjs,
Meu querido Rogério poeta, isso é que é êxtase !!
ResponderExcluirBeijo grande,
Alma Gêmea
Oi Ale, fiquei contente com seu comentário.
ResponderExcluirSim, realmente, dias felizes nos remetem a roupas confortáveis.
Bjs,
é William, eu acredito no poder dessa cor. Tipo vestida para matar kkk
ResponderExcluirBjs,
Lufe, querido,
ResponderExcluirE que esses momentos de cor da pele sejam incontáveis.
Beijo grande,
Querida Malu, mais uma vez você me surpreende. Esse lance das cores foi lindo. E assino embaixo das suas descrições para os estados d’ alma... Em uma manhã como a de hoje, de céu azul límpido e claro, é assim que me visto e deixo entrar as boas ideias, as palavras bem ditas, a inspiração abençoada... Fica com Deus e todo o meu carinho!
ResponderExcluirKatia Dias
(www.cornii.wordpress.com)
Oi, Malu!
ResponderExcluirAs cores têm mesmo essa linguagem própria, que condiz com o nosso estado de espírito.
Acho bacana quem se veste assim.
Um grande abraço
Socorro Melo
Malu, teve uma época em que eu precisava da roupa vermelha para realmente me fortalecer. Hoje em dia, continuo com minhas peças vermelhas, mas tb as azuis, verdes, amarelas... e cor da pele tb.
ResponderExcluirTrabalhei isso em terapia e foi muito legal. Um grande beijo para vc e obrigada por palavras tão gostosas. Bjs no Rafael também.
Laila
Texto gostoso, Malú. Também adoro vestir vermelho, gosto tanto da cor em si quanto do que ela significa em termos de força e ousadia.
ResponderExcluirEu sempre tenho uma relação afetiva (rsssss) com minhas roupas, tanto é que as que eu não gosto desprezo de cara. Teu texto é sublime e vc o fecha com chave de ouro. Bjos
ResponderExcluirTem momentos na vida que precisamos, desligar, deixar o nosso pensamento correr sozinho sem nos preocupar.
ResponderExcluirQuando damos liberdade a nossa mente, quase, sempre, a solução aparece.
Beijos.
Eu não tenho exatamente uma roupa, mas quando não estou bem, acabo me isolando um pouco...
ResponderExcluirFique com Deus, menina Malu Machado.
Um abraço.